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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Os jovens e a violência: vítimas ou vilões? (Momento Leitura e Reflexão)

A cada dia vemos crescer em nossas cidades as estatísticas de jovens envolvidos em situações de violência. Basear o julgamento sobre a violência cometida por jovens no que ocorre atualmente no Rio de Janeiro – e em muitas outras cidades do Brasil – é, no mínimo, simplista de nossa parte e acaba eximindo a todos de uma ação realmente eficaz para a mudança de nossa realidade.
“Com justiça e igualdade acontecendo poderemos tentar descobrir quem é vilão e quem é vítima”. Os jovens são, sim, vítimas, pois há décadas o Estado priva a maior parte da população do acesso à saúde, educação, cultura, saneamento básico e outros itens fundamentais à formação de um cidadão de excelência. Noções de valores como respeito, educação, cordialidade, entre outras, há muito tempo foram esquecidas ou menosprezadas. As cidades foram segmentadas entre os que têm e os que não têm direito a itens fundamentais para um desenvolvimento pleno e sadio. Foram divididas entre os que podiam tudo e os que não podiam nada. Tudo de melhor estava em uma parte da cidade e o restante ficava com o que sobrava. Quem tinha tudo esqueceu que a outra parte da população crescia e, mesmo sem uma educação de qualidade, começava a ter noções do que ocorria no resto do mundo graças à globalização e a difusão das informações. Começaram a querer essas coisas também. E, se não podiam tê-las pelas maneiras tradicionais, o fariam de alguma outra forma. Dariam um “jeito”, mesmo errado. Enquanto uns baseavam o seu ser naquilo que tinham, outros o fizeram através do poder, pela força bruta.
Podemos pensar que são também vilões se lembrarmos que mesmo com tanta informação, bolsas, vagas gratuitas, cursos, um jovem escolhe ficar nas ruas assaltando, roubando e matando. Se há tantos exemplos de pessoas vencedoras que nasceram e cresceram em uma realidade de violência diária, escolher entre a ilusão de poder de chefiar um grupo em sua comunidade através da violência ou crescer na vida com esforço e trabalho parece uma decisão simples.
E para quem nasceu com segurança, teve uma educação formal razoável e uma estrutura psicológica e familiar sólida. Porém, para quem cresceu e vive em total insegurança, em locais onde se dorme e acorda ao som de tiros, estuda – isso quando o professor consegue chegar até a escola – muitas vezes abaixado ou deitado no chão para se proteger de bala perdida, tem de esperar horas para ter acesso a tratamento médico e é humilhado por atendentes, seguranças e enfermeiros, no limite de suas condições humanas por causa do estresse, entre outras diversas questões, é difícil tomar a decisão mais correta e as escolhas feitas nem sempre são as melhores.
Hoje temos diversas bolsas de auxílio para os jovens. Em cada comunidade há dezenas de projetos sociais que prometem mudar a vida das pessoas. Vende-se uma falsa ideia de que quem mora em uma favela tem direito a coisas que a classe média não tem.
Claro, há, sim, dezenas de oportunidades para qualquer indivíduo, seja ele de onde for. Porém, nem todos cresceram em um ambiente que mostrasse o valor disso. Muitos cresceram ouvindo promessas e experimentando atividades que iniciavam e não acabavam, acostumaram-se a cursos e aulas dadas de qualquer maneira, sem despertar o real interesse dos alunos.
    Quando aprendermos a tratar a todos da mesma forma teremos uma sociedade mais justa e igualitária. Com justiça e igualdade acontecendo, aí sim, poderemos tentar descobrir quem é vilão e quem é vítima.

Marcelo Andriotti (www.gazetadopovo.com.br)

terça-feira, 17 de abril de 2018

"O Segredo da Casa Amarela": Mais um Livro Lido por Mim

“Viver é passar por estágios - uns mais dolorosos que outros -, mas sem nunca desistir. Construir a própria felicidade é possível. Basta querer e lutar por isso, como se criássemos obras de arte únicas e autênticas: nós mesmos!” (Giselda Laporta Nicolelis)


Temas Abordados pelo Livro

1) Aventura;
2) Família;
3) Mistério;
4) Sequestro;
5) Violência;
6) Criminalidade;
7) Trabalho Infantil.

“Aprendam o que é ensinado a vocês.” (Provérbios 8:33)

“As pessoas podem duvidar do que você diz, mas acreditarão sempre no que você faz.” (Ralph W. Emerson)

“O que ensina, esmere-se no fazê-lo.” (Romanos 12:7)

“Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende.” (Leonardo Da Vinci)

“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” Mateus 5:16

sábado, 14 de abril de 2018

"Redações Perigosas", de Telma Guimarães Castro Andrade: Mais um Livro Lido por Mim

“A palavra é meu domínio sobre o mundo.”
(Clarice Lispector)



Temas Abordados pelo Livro

1) Relacionamento entre Pais e Filhos;
2) Família;
3) Violência;
4) Drogas;
5) Gravidez Indesejada;
6) Criminalidade;
7) Racismo;
8) Consumismo;
9) Ética;
10) Saúde;
11) Trabalho.

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“A função do professor/educador é fazer o aluno pensar, superar desafios, compreender o mundo e torná-lo melhor a cada dia.”
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“Aprendam o que é ensinado a vocês.” (Provérbios 8:33)

“As pessoas podem duvidar do que você diz, mas acreditarão sempre no que você faz.” (Ralph W. Emerson)

“O que ensina, esmere-se no fazê-lo.” (Romanos 12:7)

“Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende.” (Leonardo Da Vinci)

“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” Mateus 5:16

domingo, 20 de novembro de 2016

"Vida de Droga", de Walcyr Carrasco: mais um livro lido por mim

“A leitura deve ser para o espírito, como o alimento para o corpo:
moderada, saudável e de fácil digestão.”
(Provérbio sobre a Leitura)


Temas abordados pelo livro 

1) Consumismo;
2) Drogas/ Dependência Química;
3) Desemprego;
4) Conflito Familiar/Instabilidade Familiar;
5) Violência;
6) Miséria;
7) Recomeço;
8) Prostituição;
9) Finança/Educação Financeira;
10) Relacionamento Pais/Filhos.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Desejo de Ensinar e a Arte de Aprender (Momento Leitura e Reflexão)

Ensinar não deveria ser uma ANGÚSTIA
Ensinar não deveria ser PERIGOSO
Ensinar não deveria minar a SAÚDE
Ensinar não deveria ser CASO DE POLÍCIA
Ensinar não deveria DESESPERAR
Ensinar não deveria ser de QUALQUER JEITO
Ensinar não deveria fazer DESISTIR
Ensinar não deveria ter de aceitar a FALTA DE EDUCAÇÃO FAMILIAR
Ensinar não deveria ter de ENGOLIR SAPO
Ensinar não deveria ser para ver a VIOLÊNCIA DENTRO DA SALA DE AULA
Ensinar não deveria ser para receber DESRESPEITO

Tudo isso e muito mais vai tirando um pouco, a cada dia, o desejo de ENSINAR de muitos Professores que sentem na pele, no coração e na alma as agruras da profissão.


(Rubem Alves)