Mostrando postagens com marcador Relacionamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Relacionamento. Mostrar todas as postagens

sábado, 8 de agosto de 2020

Pai e Filho em um Restaurante (Momento Leitura e Reflexão)

Um filho entra junto com seu pai em um pequeno restaurante de bairro, planejando dividir com ele um belo almoço e uma tarde agradável. Seu pai já é bem idoso e tem certa dificuldade de controlar o movimento de seus braços e mãos. Portanto, enquanto come, ele derruba pedaços de alimento por todo lado, sujando sua roupa e o chão. Os outros clientes parecem incomodados, e olham para os dois com cara de nojo. Mas o filho não se abala, e segue conversando com seu pai num tom calmo e relaxado.

Quando ambos terminam de almoçar, o filho levanta sem demostrar nenhum sinal de constrangimento, e segue com seu pai em direção ao toalete. Lá dentro ele limpa os restos de comida do rosto enrugado do idoso, tenta remover as manchas da sua roupa, e ajeita com carinho seu cabelo e seus óculos tortos.

No momento em que ambos deixam o banheiro, o restaurante está em completo silêncio. Ninguém entende porque estes dois homens se sujeitariam a tal vexame. Se dirigindo ao garçom, o filho paga a conta e segue em direção à saída. Quando os dois estão quase na porta, um senhor se levanta de repente e pergunta: "Você tem certeza de que não está deixando nada para trás?"

O filho, surpreso, responde: "Não, não estou". Mas o estranho retruca: "Você está sim deixando algo aqui. Você acabou de deixar um exemplo para todos os filhos presentes neste restaurante, além de deixar esperançosos os seus pais."

Esta é uma bonita lição. Apesar de às vezes não pensarmos nisso, poder cuidar daqueles que um dia cuidaram de nós é uma grande honra. Nossos pais se esforçaram a vida toda para nos criar da melhor maneira possível, com amor e paciência. Quando ficam mais velhos, são eles que precisam da nossa dedicação, e merecem todo o nosso respeito nesta última etapa de sua existência.

terça-feira, 28 de abril de 2020

OS FILHOS DO QUARTO - Por Cassiana Tardivo (Momento Leitura e Reflexão)

Antes perdíamos filhos nos rios, nos matos, nos mares, hoje temos perdido eles dentro do quarto! Quando brincavam nos quintais ouvíamos suas vozes, escutávamos suas fantasias e ao ouvi-los, mesmo a distância, sabíamos o que se passava em suas mentes. Quando entravam em casa não existia uma TV em cada quarto, nem dispositivos eletrônicos em suas mãos.

Hoje não escutamos suas vozes, não ouvimos seus pensamentos e fantasias, as crianças estão ali, dentro de seus quartos, e por isso pensamos estarem em segurança.
Quanta imaturidade a nossa.

Agora ficam com seus fones de ouvido, trancados em seus mundos, construindo seus saberes sem que saibamos o que é...

Perdem literalmente a vida, ainda vivos em corpos, mas mortos em seus relacionamentos com seus pais, fechados num mundo global de tanta informação e estímulos, de modismos passageiros, que em nada contribuem para formação de crianças seguras e fortes para tomarem decisões moralmente corretas e de acordo com seus valores familiares.

Dentro de seus quartos perdemos os filhos, pois não sabem nem mais quem são ou o que pensam suas famílias, já estão mortos de sua identidade familiar... Se tornam uma mistura de tudo aquilo pelo qual eles têm sido influenciados e pais nem sempre já sabem o que seus filhos são.

Você hoje pode ler esse texto e amar, mandar para os amigos. Pode enxergar nele verdades e refletir. Tudo isso será excelente. Mas como Psicopedagoga tenho visto tantas famílias doentes com filhos mortos dentro do quarto, então faço a você um convite e, por favor, aceite!

Convido você a tirar seu filho do quarto, do tablete, do celular, do computador, do fone de ouvido, convido você a comprar jogos de mesa, tabuleiros e ter filhos na sala, ao seu lado por no mínimo dois dias estabelecidos na sua semana à noite (além do sábado e domingo).

E jogue, divirta-se com eles, escute as vozes, as falas, os pensamentos e tenha a grande oportunidade de tê-los vivos, "dando trabalho" e que eles aprendam a viver em família, se sintam pertencentes no lar para que não precisem se aventurar nessas brincadeiras malucas para se sentirem alguém ou terem um pouco de adrenalina que antes tinham com as brincadeiras no quintal!

Cassiana Tardivo
Psicopedagoga