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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA QUE VENCEU CONCURSO DA UNESCO (Momento Leitura e Reflexão)

Tema: "Como vencer a  pobreza e a desigualdade".
Autora: Clarice Zeitel Vianna  Silva.
UFRJ -  Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro- RJ.

Leia e entusiasme-se!
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PÁTRIA MADRASTA  VIL

Onde já se viu tanto excesso de falta?
Abundância de inexistência...
Exagero de escassez...
Contraditórios?
Então aí está!
O novo nome do nosso país!
Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de  contradições.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe.
Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil, está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira.'
Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir.
Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação  pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela  falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa.
A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade.
Uma segue a outra...
Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem  esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam  hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição.
Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos,  mas não ensinam a pescar.
E a educação libertadora entra aí.
O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito.
Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém,  ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura.
As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar  (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)...
Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro para fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos,  possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra?
De que serve uma mãe que não afaga?
E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um  todo. Sem egoísmo.
Cada um por todos.
Algumas perguntas,  quando autoindagadas, se tornam elucidativas.
Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil?
Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil?
Ser tratado como cidadão ou excluído?
Como gente... Ou como  bicho?

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Premiada pela Unesco,  Clarice Zeitel Vianna Silva,  26,  estudante que termina Faculdade de Direito da Ufrj em julho,  concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar  de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas  para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) por uma  redação sobre  'Como vencer a pobreza e a desigualdade.'  A  redação de Clarice  intitulada  'Pátria Madrasta Vil', foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A  publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da Unesco.

Aos poucos iremos acordar este  "BRASIL".

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Dissertação em 1.ª Pessoa: Desvio Linguístico

Antenado Leitor,

"Desvios linguísticos ocorrem por dois motivos: pela falta de conhecimento ou por um mero descuido!"

Então:
Estude e Fique Atento!

Veja as dicas para não cometer mais estes erros:



* Veja também no meu canal no YouTube:

Simples Assim

“A função do Professor é fazer o aluno pensar, superar desafios, compreender o mundo e torná-lo melhor a cada dia.”




“Aprendam o que é ensinado a vocês.” (Provérbio 8:33)

“As pessoas podem duvidar do que você diz, mas acreditarão sempre no que você faz.” (Ralph W. Emerson)

“O que ensina, esmere-se no fazê-lo.” (Romanos 12:7)

“Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende.” (Leonardo Da Vinci)

“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” (Mateus 5:16)

Apoio:

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Para desconto, use o código/rima:
Indicação
Do Prof. Flávio "Negão"


"Quem não é visto, não é lembrado!"
(João Guimarães Rosa)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

DISCURSO PUBLICITÁRIO


            Há uma linha teórica que diz que Propaganda e Publicidade são as mesmas coisas. Enquanto outros afirmam que Propaganda é quando se propaga uma ideia e Publicidade é quando se anuncia um produto.
Também há uma diferença entre o Circuito do Fazer e o Circuito do Dizer. Dentro do Circuito do Fazer tem-se o Eu Comunicante (aquele que comunica) > Produto > e o Consumidor Eventual (público). Nessa fase o Anunciante faz com que o público creia que necessita do produto. Já no Circuito do Dizer o publicista comunica a marca a um consumidor real (Tu; = Tu Interpretante). Nessa fase o Anunciante faz com que o consumidor creia na necessidade de comprar só aquela marca.
Quanto à tendência social, percebe-se o quanto as empresas têm trabalhado para que o consumidor seja fiel à marca (force de clocher); e outras empresas para fazer com que o consumidor fiel da marca A, migre e seja fiel à marca B (force d’expansion).
Para fazer com que o consumidor compre os anunciantes usam da Organização Narrativa e Argumentativa, isto é, todas as Propagandas são maravilhosas, tudo é perfeito.
O jogo da persuasão é tão forte que o consumidor faz de tudo para adquirir o produto, crê que não viveria sem. Não obstante, após a compra, geralmente, chega-se à conclusão de que não era necessário ter aquele produto, vindo, assim, em alguns casos, as frustações e as dívidas.
Com a efetivação da venda, a empresa anunciante atingiu o objetivo, que não é mencionado abertamente por causa do contrato de fala (o interesse em lucrar). Eu seduzo o meu consumidor com o sério (racional) mesclado com maravilhoso (sonho) que resultará no meu bem-estar (lucros e mais lucros).


Dissertação produzida no Curso de Pós-graduação
Disciplina: Análise do Discurso
Flávio B. S. dos Santos
                                                                                                                             Santos-SP. – 10/2011

domingo, 13 de maio de 2012

Análise do Discurso


É interessante perceber a intensão que está por trás das palavras. O discurso, por si só, é uma aglomerado de várias vozes (polifonia), ou seja, não existe um texto totalmente puro. Usamos o que ouvimos e lemos e reproduzimos à nossa maneira.
O ato da comunicação é sempre manipulador. A intensão do locutor é a de persuadir (com argumentos fortes, contundentes) o interlocutor; defendemos um ponto de vista e fazemos manipulações. É o querer que o outro “vá na minha onda”.
A língua é um instrumento dominador.  Há quem diga que quem domina mais de duas línguas é um cidadão do mundo; e quem só domina a sua língua é um cidadão provinciano.
Há um padrão a ser seguido, porque se não for assim vira uma torre de babel. Embora haja o preconceito linguístico quanto ao “certo” e ao “errado”, ou melhor, o adequado e o inadequado, imagine cada um escrevendo e falando sem um paradigma.
Quem não domina sua língua materna é visto como uma pessoa inculta, iletrada. Temos de estar em constante contato com a língua, aprimorando a leitura e a escrita, ampliando o nosso conhecimento de mundo. A língua é viva e mutante.
Quanto à objetividade no discurso, não existe, cada um fala conforme a sua ótica, mesmo não se colocando diretamente no texto (falado ou escrito), como uma dissertação, por exemplo.
Outro ponto interessante da Análise do Discurso é a diferença entre a Enunciação e o Discurso. Enquanto este é a alma do texto (é o que está atrás das letras), aquele é o processo de produção de um texto. Para alguns teóricos, Enunciação e Discurso são a mesma coisa.

O Discurso está diretamente ligado à ideologia, àquilo que eu acredito. E faço, usando a estratégia da persuasão, com que o outro acredite no que eu acredito. Logo, somos frutos de uma ideologia. 

Dissertação produzida no Curso de Pós-graduação
Disciplina: Análise do Discurso
Flávio B. S. dos Santos
Santos-SP. – 10/2011

sábado, 12 de maio de 2012

A Importância do Ato de Ler


Tudo começa com um simples (embora para alguns, penoso) ato: ler. Muito se tem discutido sobre literatura, a importância de se ler constantemente, de onde tirar estímulo para ler; vários estudiosos/críticos da área vêm dando suas contribuições acerca desses questionamentos.
Ninguém aprende a ler, interpretar e a recriar leituras por osmose. A pessoa tem de ser estimulada desde cedo, começando em casa com leituras (rodas) feitas em família e complementadas na escola sob a orientação de professores capacitados, envolvidos e motivados.
Deve-se aprender a ler com os nossos melhores escritores. Nossa literatura é vasta, riquíssima; que se bem explorada, estimulada, orientada, nos despertará para os encantos das letras, do que está por detrás do discurso do autor.
Por que muitos dizem não gostar de ler? Porque nunca tiveram a experiência de saborear uma boa leitura, não aprenderam a desfrutar desse ato.
Alguns teóricos divergem sobre o que estimular primeiro no leitor, se é a interpretação do que o autor pretendia dizer ou se fazê-lo recriar o texto que acabara de ler, para, depois, conjecturar sobre as intenções do escritor.
Contudo, eles são unânimes em dizer que ler é imprescindível e que o leitor, por mais ingênuo que seja, não é mais o mesmo ao término da leitura de uma boa obra. A visão de mundo e o próprio leitor mudam; atingindo, assim, o objetivo da leitura.

Dissertação produzida no Curso de Pós-graduação
Disciplina: Metodologia do Ensino de Literatura
Flávio B. S. dos Santos
Santos-SP. - 03/11/2011