Mostrando postagens com marcador Artigo de Opinião (Gênero Textual). Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artigo de Opinião (Gênero Textual). Mostrar todas as postagens

sábado, 27 de março de 2021

PORTUGUÊS NÃO É PARA AMADOR (Momento Leitura e Reflexão)

Um poeta escreveu: "Entre doidos e doídos, prefiro não acentuar".

Às vezes, não acentuar parece mesmo a solução.
Eu, por exemplo, prefiro a carne ao carnê.
Assim como, obviamente, prefiro o coco ao cocô.
No entanto, nem sempre a ausência do acento é favorável...
Pense no cágado, por exemplo, o ser vivo mais afetado quando alguém pensa que o acento é mera decoração.
E há outros casos, claro!
Eu não me medico, eu vou ao médico.
Quem baba não é a babá.
Você precisa ir à secretaria para falar com a secretária.
Será que a romã é de Roma?
Seus pais vêm do mesmo país?
A diferença na palavra é um acento; assento não tem acento. Assento é embaixo, acento é em cima.
Embaixo é junto e em cima separado.
Seria maio o mês mais apropriado para colocar um maiô?
Quem sabe mais entre a sábia e o sabiá?
O que tem a pele do Pelé?
O que há em comum entre o camelo e o camelô?
O que será que a fábrica fabrica?
E tudo que se musica vira música?
Será melhor lidar com as adversidades da conjunção ”mas” ou com as más pessoas?
Será que tudo que eu valido se torna válido?
E entre o amem e o amém, que tal os dois?
Na sexta comprei uma cesta logo após a sesta.
É a primeira vez que tu não o vês.
Vão tachar de ladrão se taxar muito alto a taxa da tacha.
Asso um cervo na panela de aço que será servido pelo servo.
Vão cassar o direito de casar de dois pais no meu país.
Por tanto nevoeiro, portanto, a cerração impediu a serração.
Para começar o concerto tiveram de fazer um conserto.
Ao empossar, permitiu-se à esposa empoçar o palanque de lágrimas.
Uma mulher vivida é sempre mais vívida, profetiza a profetisa.
Calça, você bota; bota, você calça.
Oxítona é proparoxítona.
Na dúvida, com um pouquinho de contexto, garanto que o público entenda aquilo que publico.
E paro por aqui, pois esta lista já está longa.
Realmente, português não é para amador!
Se você foi capaz de ENTENDER TUDO, parabéns!! Seu português está muito bom.

Roberta Lucas

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Sou Mestre - Por Rui Barbosa (Momento Leitura e Reflexão)

“Se és capaz de aceitar teus alunos como são, com suas diferentes realidades sociais, humanas e culturais; se os levas a superar as dificuldades, limitações ou fracassos, sem humilhações, sem inúteis frustrações; se os levas a refletir mais do que decorar; se te emocionas com a visão de tantas criaturas que de ti dependem para desabrochar em consciência, criatividade, liberdade e responsabilidade, então podes dizer: sou mestre!”

(Rui Barbosa)

A Leitura (Momento Leitura e Reflexão)





(Autor Desconhecido)


 Simples Assim

quarta-feira, 24 de junho de 2020

O que é Viver na GRAÇA? (Momento Leitura e Reflexão)

O que é Viver na GRAÇA?

1. Graça é um favor não merecido. É dar algo de valor a quem não merece, mas precisa.
2. Graça é tratar as pessoas melhor do que elas merecem.
3. Graça é tratar as pessoas melhor do que nós esperamos ser tratados.
4. Graça é não desistir daqueles que desistem de nós.
5. Graça é dar amor ao que não merece ser amado.
6. Graça é ser grato, apesar da ingratidão das pessoas.
7. Graça é servir aos inimigos.
8. Graça é abençoar os que nos amaldiçoam.
9. Graça é falar bem de quem fala mal da gente.
10. Graça é orar pelos que nos perseguem.
11. Graça é vencer o mal com golpes de bondade.
12. Graça é desejar o bem para os que nos desejam mal.
13. Graça é perdoar, mesmo quando esse perdão não é solicitado.
14. Graça é se importar com aqueles que não se importam com você.

A GRAÇA VEM DE DEUS, A GRAÇA É DEUS, E OS QUE SÃO DE DEUS PROMOVEM MUDANÇA ATRAVÉS DA GRAÇA!

(Autor Desconhecido)

terça-feira, 28 de abril de 2020

OS FILHOS DO QUARTO - Por Cassiana Tardivo (Momento Leitura e Reflexão)

Antes perdíamos filhos nos rios, nos matos, nos mares, hoje temos perdido eles dentro do quarto! Quando brincavam nos quintais ouvíamos suas vozes, escutávamos suas fantasias e ao ouvi-los, mesmo a distância, sabíamos o que se passava em suas mentes. Quando entravam em casa não existia uma TV em cada quarto, nem dispositivos eletrônicos em suas mãos.

Hoje não escutamos suas vozes, não ouvimos seus pensamentos e fantasias, as crianças estão ali, dentro de seus quartos, e por isso pensamos estarem em segurança.
Quanta imaturidade a nossa.

Agora ficam com seus fones de ouvido, trancados em seus mundos, construindo seus saberes sem que saibamos o que é...

Perdem literalmente a vida, ainda vivos em corpos, mas mortos em seus relacionamentos com seus pais, fechados num mundo global de tanta informação e estímulos, de modismos passageiros, que em nada contribuem para formação de crianças seguras e fortes para tomarem decisões moralmente corretas e de acordo com seus valores familiares.

Dentro de seus quartos perdemos os filhos, pois não sabem nem mais quem são ou o que pensam suas famílias, já estão mortos de sua identidade familiar... Se tornam uma mistura de tudo aquilo pelo qual eles têm sido influenciados e pais nem sempre já sabem o que seus filhos são.

Você hoje pode ler esse texto e amar, mandar para os amigos. Pode enxergar nele verdades e refletir. Tudo isso será excelente. Mas como Psicopedagoga tenho visto tantas famílias doentes com filhos mortos dentro do quarto, então faço a você um convite e, por favor, aceite!

Convido você a tirar seu filho do quarto, do tablete, do celular, do computador, do fone de ouvido, convido você a comprar jogos de mesa, tabuleiros e ter filhos na sala, ao seu lado por no mínimo dois dias estabelecidos na sua semana à noite (além do sábado e domingo).

E jogue, divirta-se com eles, escute as vozes, as falas, os pensamentos e tenha a grande oportunidade de tê-los vivos, "dando trabalho" e que eles aprendam a viver em família, se sintam pertencentes no lar para que não precisem se aventurar nessas brincadeiras malucas para se sentirem alguém ou terem um pouco de adrenalina que antes tinham com as brincadeiras no quintal!

Cassiana Tardivo
Psicopedagoga

terça-feira, 21 de abril de 2020

Um Professor Reprova a Turma Inteira (Momento Leitura e Reflexão)

Um professor de Economia em uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira.

Essa classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza, ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.

O professor então disse:
"Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas."

Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e, portanto, seriam 'justas'. Todos receberão as mesmas notas, o que significa que, em teoria, ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um "10".

Após calculada a média da primeira prova todos receberam "7".

Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como resultado, a segunda média das provas foi "4".

Ninguém gostou...

Depois da terceira prova, a média geral foi um "1".

As notas não voltaram a patamares mais altos mas, as desavenças entre os alunos, a busca por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe.

A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e o senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma.

No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala...

Portanto, todos os alunos repetiram aquela disciplina...

Para sua total surpresa, o professor explicou:

"O experimento socialista falhou porque quando a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande". Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros para dar aos que não batalharam por elas, então ninguém mais vai tentar ou querer fazer seu melhor. Tão simples quanto o exemplo de Cuba, Coréia do Norte, Venezuela... [...].

1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;
2. Para cada um recebendo sem ter de trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;
3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;
4. Ao contrário do que prega o socialismo, é impossível multiplicar as riquezas tentando dividi-las;
5. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. [...].

Ensine aos ignorantes o que realmente é o socialismo...

(Autor Desconhecido)

sábado, 14 de março de 2020

Matrícula em Colégio Bom (Momento Leitura e Reflexão)

“Fui conhecer escola para matricular minha filha. Enquanto a diretora mostrava, empolgadíssima, sua estrutura (carteiras bonitas, biblioteca infantil, área disso... área daquilo...) viro e pergunto: "Quanto é a hora/aula do professor que vai dar aula para a minha filha aqui na sua escola?"

A diretora empacou. Perguntou se eu estava querendo matricular ou procurando emprego. Eu prossegui: "Quero matricular, mas quero saber quanto sua escola investe em quem vai ensinar minha filha".

Empacamento 2. Ela parou... e disse: "Pagamos o que está determinado no sindicato, ou seja, R$ X,XX por hora/aula".

Eu sorri e já disse a conta pronta: "Como são 4 horas por dia e 5 dias por semana, temos 20 aulas x 4 semanas... 80 aulas... Vezes X,XX... Uns XX0,xx reais por mês? É isso que a pessoa que ensinará minha filha ganha? Se trabalhar dois períodos X.X00,00?" Que professores a Sra. tem aqui? Quem aceita trabalhar por isso?"

A mulher me fuzilou com os olhos.. Transporte esse salário para o comércio, chegará em ocupações que não exigem preparação. Chegamos facilmente à conclusão de que eu devo me preocupar com a "fessora" da minha filha.

Aí falei para a espumante Diretora: "A Sra. paga pouco, e com isso não contrata boa mão de obra e é essa mão de obra que me interessa, não sua biblioteca, sua área disso... Área daquilo... Deveríamos matricular nossos filhos na escola que pagar a melhor hora/aula, porque a TENDÊNCIA é que lá estejam os melhores professores.".

(Autor Desconhecido)

domingo, 8 de março de 2020

Direitos Humanos - ROGÉRIO M. G. DE LIMA (Desembargador - Belo Horizonte - MG)

Folha de São Paulo, Painel do Leitor
          "Direitos humanos"

          "Quando eu era Juiz da Infância e Juventude em Montes Claros, norte de Minas Gerais, em 1993, não havia instituição adequada para acolher menores infratores. Havia uma quadrilha de três adolescentes praticando reiterados assaltos. A polícia prendia, eu tinha de soltá-los. Depois da enésima reincidência, valendo-me de um precedente do Superior Tribunal de Justiça, determinei o recolhimento dos "pequenos" assaltantes à cadeia pública, em cela separada dos presos maiores. Recebi a visita de uma comitiva de defensores dos direitos humanos (por coincidência, três militantes). Exigiam que eu liberasse os menores. Neguei. Ameaçaram denunciar-me à imprensa nacional, à Corregedoria de Justiça e até à ONU. Retruquei para não irem tão longe, mas tinha solução. Chamei o escrivão e ordenei a lavratura de três termos de guarda: cada qual levaria um dos menores preso para casa, com toda a responsabilidade delegada pelo juiz. Pernas para que te quero! Mal se despediram e saíram correndo do fórum. Não me denunciaram a entidade alguma, não ficaram com os menores, não me "honraram" mais com suas visitas e... os menores ficaram presos. É assim que funciona a "esquerda caviar". Tenho uma sugestão ao Professor Paulo Sérgio Pinheiro, ao jornalista Jânio de Freitas, à nova Secretária Flávia Piovesan e a outros tantos defensores dos "direitos humanos" no Brasil. Criemos o programa social "Adote um Preso". Cada cidadão aderente levaria para casa um preso carente de direitos humanos. Os benfeitores ficariam de bem com suas consciências e ajudariam, filantropicamente, a sociedade a solucionar o problema carcerário do país. Sem desconto no Imposto de Renda," é claro.

             ROGÉRIO MEDEIROS GARCIA DE LIMA (Desembargador - Belo Horizonte - MG)

Se você também concorda, passe esta ideia à frente. É uma boa forma de praticar Direitos Humanos, neste País.

sábado, 28 de julho de 2018

Nunca se escreveu tanto, tão errado e se interpretou tão mal - Por Otávio Pinheiro (Momento Leitura e Reflexão)

Saber ler e interpretar é questão de sobrevivência e amplia nossos horizontes

A pesquisa Indicador de Alfabetismo Funcional, conduzida pelo Instituto Paulo Montenegro em parceria com a ONG Ação Educativa, aponta que apenas 22% dos brasileiros que chegaram à universidade têm plena condição de compreender e se expressar.

Na prática, esses jovens adultos estão no chamado nível proficiente–o mais avançado estágio de alfabetismo. São leitores capazes de entender e se expressar por meio de letras e números. Mais ainda, compreendem e elaboraram textos de diferentes modalidades (email, descrição e argumentação) e estão aptos a opinar sobre um posicionamento ou estilo de autores de textos.

Em contrapartida, a pesquisa de 2016 aponta que 4% dos universitários estão no grupo de analfabetos funcionais.

Os dados de leitura, escrita e interpretação do Brasil ajudam a entender algumas das origens desse baixo índice de letramento como, por exemplo, os resultados de Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2014, que mostra que 537 mil alunos zeraram a redação da prova –ou seja, quase 10% do total de 6 milhões de participantes que entregaram a prova. Em 2017, por sua vez, 309 mil alunos zeraram a redação, e apenas 53 tiraram a nota máxima.

Na análise do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), a distância do Brasil em relação a outros países é imensa. Os dados de 2016 colocam luz sobre um dos problemas cruciais da educação brasileira, visto que indicam que entre os 70 países avaliados, o Brasil fica na posição 59 em termos de leitura e interpretação.

Com todas as evidências e dados, é hora de colocar a escrita, a leitura e a interpretação como bandeira em todos os níveis da sociedade. A capacidade de comunicação e a linguística são habilidades complexas do ser humano e, para exercitar, precisamos de estímulos, referências e políticas de Estado que deem prioridade a estes aspectos educacionais.
A leitura nos leva a aprender, a sonhar e a ter experiências de lógica, além de vivências criativas que mudam vidas. A vida é construída com falas, recepção, risos, sarcasmos, fábulas. Também é construída a partir do entendimento daquilo que é diferente, entendimento do outro.

Quando converso com professores, empresários, pais e mães –ou seja, com várias matrizes da sociedade–, todos falam que um número expressivo de pessoas tem dificuldades de escrita, leitura e interpretação. Em muitos casos, o mundo fica difícil de ser interpretado.

Espinhoso e polêmico, o problema da educação no Brasil não será resolvido com uma bala de prata, uma única iniciativa. Deve-se pensar em soluções integradas como a Olimpíada Brasileira de Redação, que estimula a mobilização de todos os estudantes do país.

É preciso que os processos de recrutamento das empresas deem mais valor para atividades que incluam o texto como avaliação. E também contar com os negócios de impacto social focados em educação para endereçarem soluções viáveis.

FONTE:

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Posto, logo existo - Por Martha Medeiros (Momento Leitura e Reflexão)

Começam a pipocar alguns debates sobre as consequências de se passar tanto tempo conectado à internet. Já se fala em saturação social, inspirado pelo recente depoimento de um jornalista do The New York Times que afirmou que sua produtividade no trabalho estava caindo por causa do tempo consumido pelo Facebook, Twitter e agregados, e que hoje ele se vê diante da escolha entre cortar seus passeios de bicicleta ou alguns desses hábitos digitais que estão me comendo vivo.
Antropofagia virtual. O Brasil, pra variar, está atrasado (aqui, dois terços dos usuários ainda atualizam seus perfis semanalmente), pois no resto do mundo já começa a ser articulado um movimento de desaceleração dessa tara por conexão: hotéis europeus prometem quartos sem wi-fi como garantia de férias tranquilas, empresas americanas desenvolvem programas de software que restringem o acesso à web e na Ásia crescem os centros de recuperação de viciados em internet. Tudo isso por uma simples razão: existir é uma coisa, viver é outra.
Penso, logo existo. Descartes teria que reavaliar esse seu cogito, ergo sum, pois as pessoas trocaram o verbo pensar por postar. Posto, logo existo.
Tão preocupadas em existir para os outros, as pessoas estão perdendo um tempo valioso em que poderiam estar vivendo, ou seja, namorando, indo à praia, trabalhando, viajando, lendo, estudando, cercadas não por milhares de seguidores, mas por umas poucas dezenas de amigos. Isso não pode ter se tornado tão obsoleto.
Claro que muitos usam as redes sociais como uma forma de aproximação, de resgate e de compartilhamento – numa boa. Se a pessoa está no controle do seu tempo e não troca o real pelo virtual, está fazendo bom uso da ferramenta. Mas não tem sido a regra. Adolescentes deixam de ir a um parque para ficarem trancafiados em seus quartos, numa solidão disfarçada de socialização. Isso acontece dentro da minha casa também, com minhas filhas, e não adianta me descabelar, elas são frutos da sua época, sua turma de amigos se comunica assim, e nem batendo com um gato morto na cabeça delas para fazê-las entender que a vida está lá fora. Lá fora!
O grau de envolvimento delas com a internet ainda é mediano e controlado, mas tem sido agudo entre muitos jovens sem noção, que se deixam fotografar portando armas, fazendo sexo, mostrando o resultado de suas pichações, num exibicionismo triste, pobre, desvirtuado. São garotos e garotas que não se sentem com a existência comprovada, e para isso se valem de bizarrices na esperança de deixarem de ser “ninguém” para se tornarem “alguém”, mesmo que alguém medíocre.

Casos avulsos, extremos, mas estão aí, ao nosso redor. Gente que não percebe a diferença entre existir e viver. Não entendem que é preferível viver, mesmo que discretamente, do que existir de mentirinha para 17.870 que não estão nem aí.

(Martha Medeiros)

sábado, 1 de abril de 2017

Ler Dá Sono? - Por Sabrina Vilarinho (Momento Leitura e Reflexão)

Muitas pessoas afirmam que “ler dá sono”, você acredita nessa mentira? De tanto se falar e de se ouvir parece até mesmo que é verdade, mas não é!
A leitura não tem capacidade de provocar sono. O que acontece é que a pessoa já está propensa a querer dormir ou já está sonolenta quando começa a ler.
Há alguns indivíduos que quando vão ler, já procuram uma forma de se acomodar para um possível “cochilo”: leem deitadas, apoiadas em travesseiros macios. Também é muito comum visualizar pessoas lendo depois do almoço e antes de dormir, justamente nos horários em que o sono virá com ou sem as páginas escritas do livro. A leitura deve ser feita em um ambiente agradável e não confortável!
O modo como se lê também causa monotonia e cansaço nas vistas. Pausar a leitura constantemente, ficar fazendo menção de leitura com os lábios ou ruídos baixos com a garganta embalam o sono. Falta de atenção é outro fator chave que desestimula, pois vez ou outra o leitor precisa voltar em parágrafos já lidos!
Durante a vida não aprendemos a ler livros, aprendemos a ler parágrafos, capítulos e no máximo algumas páginas. Contudo, sabemos que ler é imprescindível para nós, para a faculdade, para o trabalho, para as pessoas que convivem conosco, para termos formação, para formarmos outras pessoas.
Alguns poucos passam horas lendo, enquanto a maioria suspira: Como gostaria de ler assim! Sim, podemos dizer que não gostamos, que dá sono, que não precisa de tanto. Mas quando vemos alguém próximo a nós, lendo horas sem parar, pensamos porque não temos a mesma capacidade! Mas a temos, o problema é que não usufruímos dela! Ler é uma decisão! Você já parou para pensar o que precisa para ler mais, para ler melhor? Um lugar diferente? Ler em voz alta? Explicar a alguém o que leu? Resolva isto primeiro: leia em um ambiente e horário que você não vá ter tendência ao sono! Comece com leituras mais breves, livros com poucas páginas e vá aumentando aos poucos e, com isso, acostumando a ler de modo diferente do que aprendeu!
Não desista na primeira palavra estranha e esteja com um dicionário ao lado, afinal, como dizem: ninguém nasceu sabendo!


Por Sabrina Vilarinho

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Carnaval (Momento Leitura e Reflexão)

Jamais vou entender este fenômeno chamado Carnaval.
Um povo sofrido, roubado, explorado, muitas vezes sem perspectivas, de uma hora pra outra, explode numa alegria sem motivo... sem limites, sem pudor. Homens que até sexta-feira, trabalharam de terno e gravata, no sábado vão para as ruas, maquiados, vestidos de mulher, sutien por cima de peitos peludos, braços e pernas cabeludos, numa imitação grotesca e sem sentido do sexo feminino. Mulheres que se matam em trabalhos, muitas vezes degradantes e mal remunerados... sofrem nas filas de hospitais e creches, aparecem na passarela, cobertas de brilho e rebolando, como se não houvesse o amanhã.

Os canalhas no poder, adoram esta orgia sem sentido, porque pelo menos por alguns dias, o povo está olhando pro outro lado, enquanto eles continuam sugando cada gota de sangue e cada centavo que puderem roubar.

As ruas estão tomadas de foliões urrando de alegria... e eu me pergunto: VOCÊ ESTÁ ALEGRE POR QUÊ??? Sua vida melhorou de ontem pra hoje? Seu salário aumentou? Seu filho entrou numa boa escola?

Se você cair de um trio elétrico e quebrar a cabeça, vão levar você para um bom hospital? Você terá água em casa pra tomar banho quando voltar da gandaia?

Você irá pra rua com esta mesma vontade pra protestar contra esta roubalheira absurda no congresso que está destruindo você e nosso país? 

Por estas e outras que os governantes adoram Carnaval e eu jamais vou entender por que nosso povo é tão alienado.

-----------------------------
(Autor Desconhecido)

sábado, 7 de maio de 2016

Sete Dicas que Vão Ajudar o Seu Cérebro a se Manter em Forma (Momento Leitura e Reflexão)

Exercícios podem estimular o cérebro a preservar a memória
Esse sim é o órgão mais importante a ser exercitado!

Ler, manter uma alimentação equilibrada, dormir bem, praticar exercícios físicos e realizar atividades mentais ajudam a preservar o bem-estar do cérebro. É importante que estejamos sempre alertas para perceber os pequenos sinais que indicam que nossa capacidade mental anda se deteriorando, como lapsos de memória, desatenção e baixa produtividade.

De acordo com o neurologista Leandro Teles, quanto mais você exercitar seu cérebro, melhor será o seu desempenho para resolver questões lógicas e problemas do dia a dia.

“São inúmeros os benefícios que os exercícios mentais podem proporcionar para o cérebro e para a saúde como um todo. Eles melhoram a capacidade de atenção, memória, linguagem e raciocínio. Esse tipo de atividade ajuda a prevenir e combater o declínio cognitivo e mesmo proteger contra doenças degenerativas, como o Alzheimer”, explica o neurologista.

Um cérebro sempre ativo é mais confiável e suporta mais sobrecargas eventuais de tarefas, gerando menos lapsos, brancos e erros de julgamentos. Por isso é importante buscar sempre atividades novas, ou mesmo fazer as coisas corriqueiras de modo diferente. A mudança de hábitos, como fazer caminhos diferentes quando for ao trabalho, estimular o paladar, vestir de olhos fechados, inverter a mão do mouse, etc. Isso se transforma em desafios que estimulam o cérebro a se exercitar, sair da zona de conforto, criar alternativas, desautomatizando o processo mental do cotidiano. 

Conheça as sete dicas que vão ajudar o seu cérebro a se manter em forma:

1- Exercite o cérebro
Ao entrar numa sala cheia de gente, tente determinar quantas pessoas estão do lado esquerdo e do lado direito. Identifique os objetos que decoram a sala, feche os olhos e enumere-os. Tente adivinhar quem está ao telefone antes de perguntar quem é, apenas pelo timbre da voz. Antes de dormir, escolha a situação mais importante do dia e reconstrua mentalmente em detalhes; logo ao acordar remonte seu sonho. Ao ouvir uma palavra diferente, pense em outras 5 começando com a mesma letra, escreva uma lista de supermercado e faça toda a compra sem olhar pra ela (conferindo apenas no final),etc. Enfim, dê trabalho para seu cérebro no dia a dia, use a criatividade, tudo é válido para exercitar os neurônios. 

2- Durma bem
A falta de sono prejudica muito a memória. É mais difícil para as pessoas que convivem com esse problema memorizar dados, números e outras coisas. O sono é fundamental para fixação das atividades do dia anterior e prepara o cérebro para as atividades mentais do dia seguinte. Não deixe também de tirar aquela “soneca” depois do almoço, não mais que 30 – 40 minutos, para o cérebro ter um bom rendimento no período da tarde.

3- Jogos da memória
Jogos infantis, como da memória e quebra cabeças, exigem que o cérebro trabalhe a concentração. Compre um desses jogos e cronometre o tempo que você levou para encaixar as peças ou descobri-las. Depois, repita e veja o quanto você progrediu. Outros jogos que ajudam também são xadrez, palavras cruzadas, sudoku, dominó, jogos de perguntas & respostas e mesmo jogos de cartas. 

4- Evite bebidas alcoólicas
O álcool é um dos inimigos mais agressivos do cérebro. “O excesso de álcool leva à lesão direta dos neurônios, causando incoordenação motora e comprometimento intelectual.

5- Faça atividades físicas
O exercício físico regular melhora nosso cérebro por diversos motivos. Melhora nosso sono, melhora sintomas de ansiedade e depressão, promove a liberação de substâncias como endorfinas, serotonina e dopamina, melhorando a atenção, a concentração, a memória e o raciocínio. A atividade física reduz o peso, controla o diabetes e a hipertensão e reduz os níveis de colesterol, agredindo menos o cérebro por doenças dentro dos vasos. 

6- Hábitos saudáveis
Mantenha uma alimentação equilibrada, controle o seu peso, faça avaliação médica periódica e evite o tabagismo e outras drogas. 
“A melhor recomendação para manter uma boa memória é cuidar bem da sua saúde. Praticar exercícios, evitar cigarros, bebidas, dormir bem e colocar a cabeça para funcionar... viver a vida, não ficar passivo, busque sempre problemas para que seu cérebro não adormeça lentamente”, orienta o neurologista.

7- Leitura
Não tenha preguiça de ler. A leitura é uma das atividades cerebrais mais completas, pois estimula todo o processo da memória. Vivencie a leitura, remonte a história, visualize os personagens e as cenas. Leia livros, revistas, jornais, e-mails, cartas antigas etc.


FONTE

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Professores São Educadores, Não Babás (Momento Leitura e Reflexão)

Professores são educadores, não babás

Autor do 2º artigo mais compartilhado no Facebook em 2011, americano diz que pais desrespeitam regras de escolas, pondo em risco o futuro dos filhos.

Nathalia Goulart



Ron Clark e seus alunos: em defesa de mais cooperação entre pais e professores (Divulgação/Ron Clark Academy)
"Hoje, existe uma preocupação grande com a autoestima da criança. Por isso, muitas pessoas se veem obrigadas a dizer aos pequenos que eles fizeram um ótimo trabalho e que são brilhantes, mesmo quando isso não é verdade."
O segundo artigo mais compartilhado em 2011 por usuários americanos do Facebook foi escrito por um professor, Ron Clark (o primeiro trazia fotos da usina de Fukushima). Mais de 600.000 pessoas curtiram o texto na rede, escrito a pedido da rede de TV CNN e entitulado "O que os professores realmente querem dizer aos pais". O artigo descreve um cenário de guerra, travada entre pais e professores. Na visão de Clark, os pais vêm transferindo suas responsabilidades para a escola, sem, contudo, aceitar que seus filhos se submetam de fato às regras da instituição. Por isso, assim que surge a primeira nota vermelha ou uma advertência, invadem a sala de aula culpando os professores – a pretexto de preservar a reputação e o orgulho de seus filhos. "Precisamos estar mais atentos à excelência acadêmica e menos preocupados com a autoestima das crianças", diz o professor, na entrevista concedida a VEJA.com e reproduzida a seguir.
"Essas crianças deixam de aprender que é preciso se esforçar muito para conseguir bons resultados. No futuro, elas não terão sucesso porque, em nenhum momento, exigiu-se excelência delas." Clark conhece sua profissão. Aos 39 anos, vinte deles dedicados à carreira, o americano já lecionou na zona rural da Carolina do Norte, nos subúrbios de Nova York e atualmente comanda uma escola modelo no estado da Geórgia que oferece treinamento para educadores. Graças à função, manteve, desde 2007, contato com cerca de 10.000 educadores de diversas partes do mundo, incluindo brasileiros.

Em seu artigo, o senhor fala de um ambiente escolar em que pais e professores não se entendem mais. O que tornou a situação insustentável, como o senhor descreve?
A sociedade se transformou. Hoje, vemos pais muito jovens, temos adolescentes que se veem obrigados a criar uma criança sem ao menos estarem preparados para isso. São pessoas imaturas. Por outro lado, temos famílias abastadas, em que pais trabalham fora e são bem-sucedidos profissionalmente. Pela falta de tempo para lidar com os filhos, empurram toda a responsabilidade da educação para a escola, mas querem ditar as regras da instituição. Ou seja, eles querem que a escola eduque, mas não dão autonomia a ela.

Que tipo de comportamento dos pais irrita os professores?
Acho que o ponto principal são as desculpas que os pais criam para livrar os filhos das punições que a escola prevê. Se um aluno tira nota baixa, por exemplo, ou deixa de entregar um trabalho, os pais vão à escola e descarregam todo tipo de desculpa: dizem que o filho precisava se divertir, que a escola é muito rigorosa ou que a criança está passando por um momento difícil. Ou, ainda, culpam os professores, dizendo que eles não são capazes de ensinar a matéria. Mas nunca culpam seus próprios filhos. É muito frustrante para os professores ver que os pais não querem assumir suas responsabilidades.
Problemas com notas são bastante frequentes?
Sim. Certa vez tive uma aluna que estava indo mal em matemática. A mãe dela justificou-se dizendo que, na escola em que a filha estudara antes, ela só tirava boas notas, sugerindo, assim, que o problema éramos nós, os novos professores. Infelizmente, essa ideia se instalou na nossa sociedade. Se a nota é boa, o mérito é do aluno; se é baixa, o problema está com o professor. E quando as notas ruins surgem, os pais ficam furiosos com os professores. O resultado disso é que muitos profissionais estão evitando dar nota baixa para não entrar em rota de colisão com os pais, que nos Estados Unidos chegam a levar advogados para intimidar a escola.

Os pais poupam os filhos de lidar com fracassos?
Hoje, existe uma preocupação grande com a autoestima da criança. Por isso, muitas pessoas se veem obrigadas a dizer aos pequenos que eles fizeram um ótimo trabalho e que são brilhantes, mesmo quando isso não é verdade. Essas crianças deixam de aprender que é preciso se esforçar muito para conseguir bons resultados. No futuro, elas não terão sucesso porque, em nenhum momento, exigiu-se excelência delas. Precisamos estar mais atentos à excelência acadêmica e menos preocupados com a autoestima das crianças.

Que conselho o senhor dá aos professores?
É possível evitar que os pais surtem diante de notas ruins e do mau comportamento dos filhos se for construída uma relação de confiança. Em vez  de só procurar os pais quando as crianças vão mal na escola, oriento que os professores conversem com os responsáveis também quando a criança vai bem. Na minha escola, procuro conhecer os pais de todos os meus alunos. Procuro encontrá-los com frequência e envio cartas a eles com boas notícias. Assim, quando tenho de dizer que a criança não está rendendo o esperado, eles me darão credibilidade e confiarão na minha avaliação.

É possível determinar quando termina a responsabilidade dos pais e começa a da escola?
As duas partes precisam trabalhar em conjunto. Os pais precisam da escola e a escola precisa do apoio da família para realizar um bom trabalho. Um conselho que sempre dou aos pais é que nunca falem mal da instituição de ensino ou do professor na frente dos filhos. Se a criança ouve os próprios pais desmerecerem seus mestres, perde o respeito por eles. O contrário também é verdadeiro. Os professores precisam respeitar os pais, porque eles são parte fundamental na educação de uma criança.

Em algumas situações a discussão sobre responsabilidades da família e da escola surge com muita força. Em casos de bullying, por exemplo, pais e professores trocam acusações. Sobre quem recai a maior parte da responsabilidade nesses casos?
A minha resposta novamente é que precisamos trabalhar em conjunto. Quando o bullying acontece na escola, é obrigação dos professores intervir imediatamente. Mas muitos não agem assim porque querem evitar conflitos com os pais. E isso é muito grave. O bullying está devastando nossas crianças. Precisamos combatê-lo. Para que os professores tenham liberdade para agir, precisam do apoio dos pais. Mas você sabe o que acontece? Muitas vezes, quando os pais são chamados na escola para serem alertados de que seu filho está praticando bullying contra um colega de classe, o que ouvimos é: "Mas qual o problema disso? Tenho certeza de que outros colegas também zombam do meu filho e ele não se sente mal por isso." Mais uma vez, vemos os pais se esquivando da responsabilidade.

A que o senhor atribui o sucesso do artigo que estourou no Facebook?
Eu escrevi o que todos os professores tinham vontade de dizer aos pais, mas não podiam dizer, porque isso os enfureceria. O que eu fiz foi dar voz a milhões de profissionais. Fiquei sabendo que muitas escolas imprimiram o texto e enviaram uma cópia a cada família. Na internet, pessoas de outros países também compartilharam a minha mensagem.

O senhor criou uma escola modelo, a Ron Clark Academy. Como é a relação de seus professores com os pais?
Procuramos estabelecer uma relação próxima. Como eu disse, estamos constantemente em contato com os pais, nos bons e nos maus momentos. Também promovemos encontros semanalmente, nos quais ofereço aos pais a oportunidade de assistir a uma aula na escola, destinada exclusivamente a eles, para que acompanhem o que está sendo ensinado aos seus filhos. Ou seja, trabalhamos muito para conquistar uma relação harmônica. Não estou dizendo que é fácil lidar com os pais. Alguns deles podem ser bem malucos.

O senhor, na sua escola, recebe professores de diversas partes dos Estados Unidos e também de outros países, como o Brasil. Além dos problemas de relacionamento com os pais, do que mais os professores de todo o mundo reclamam?

As avaliações tiram o sono dos professores. Não sei exatamente como funciona no Brasil, mas nos Estados Unidos os professores são constantemente cobrados a melhorar o desempenho de suas escolas em testes padronizados. E todo o processo educacional passa a girar em torno de algumas provas. Isso é massacrante, para os alunos e para os professores. Os professores precisam de mais diversão na sala de aula.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

II Publicação no CIDADES Litoral Sul Jornal

Cidades Litoral Sul Jornal - 2012
II Publicação em Jornal Impresso



Manchete



Expediente



Matéria 1



Matéria 2



Propaganda



--------------------------------------------
"As pessoas podem duvidar do que você diz, mas acreditarão sempre no que você faz." (Ralph W. Emerson)

“O que ensina, esmere-se no fazê-lo.” (Romanos 12:7)

"Não há nada melhor para o homem do que comer e beber, e fazer que a sua alma goze do bem do seu trabalho. Vi que também isso vem da mão de DEUS." (Eclesiaste 2:24)

A DEUS toda Honra e Glória!