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Mostrando postagens com marcador Classificação do Brasil. Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 3 de dezembro de 2019
Dura Realidade: Professor (Momento Leitura e Reflexão)
quarta-feira, 20 de junho de 2018
Brasil x Suíça: Contraste
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terça-feira, 6 de dezembro de 2016
Pisa: Brasil aumenta investimento em educação, mas continua no grupo dos 'lanternas' (Momento Leitura e Reflexão)
Mariana Della BarbaDa
BBC Brasil em São Paulo
Especialistas apontam
erros de investimento que explicam piora ou estagnação em provas de ciência,
matemática e leitura
Divulgado
nesta terça-feira, o aguardado estudo Pisa (Programa Internacional de Avaliação
de Alunos) revela o panorama da educação brasileira em uma conta que,
aparentemente, não fecha.
A avaliação,
que testa alunos de 15 anos em 70 países, mostrou que o gasto acumulado do
Brasil por aluno foi de US$ 38.190 por ano, ou seja, o equivalente a 42% da
média de US$ 90.294 de investimento feito por estudante em países da OCDE
(Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), responsável pelo
levantamento. O Pisa é considerado a avaliação educacional mais importante do
mundo.
Em 2012, última versão do estudo,
essa proporção correspondia a 32%. Esse salto de 10%, no entanto, não se
refletiu em uma melhora efetiva no ensino.
Na realidade,
o Brasil continua nas últimas posições nas três áreas avaliadas. Em Ciências,
que era o foco do estudo recém-divulgado, o país ficou em 63º lugar (estava em
59º em 2012, quando havia 65 países analisados), caindo de 405 para 401 pontos
─ apesar de não indicar uma mudança estatisticamente significativa ─ e ficando
na frente apenas de Peru, Líbano, Tunísia, Macedônia, Kosovo, Argélia e
República Dominicana.
Singapura,
Japão e Estônia ficaram no pódio dessa disciplina.
"Se
considerarmos os nossos resultados em Ciências, atingimos 401 pontos, enquanto
que os alunos dos países da OCDE obtiveram uma média de 493 pontos. É uma
diferença que equivale a aproximadamente ao aprendizado de três anos
letivos", destaca Mozart Neves Ramos, diretor de Articulação e Inovação do
Instituto Ayrton Senna.
Brasil continua nas últimas posições nas três áreas avaliadas:
Ciências, Leitura (texto/linguagem) e Matemática
Textos e contas
Em Leitura
(texto/linguagem), o Brasil caiu de 55º para 59º, perdendo três pontos. Na
terceira e última matéria avaliada, Matemática, o cenário é ainda mais duro: o
país caiu 14 pontos e despencou da 58ª para a 65ª. posição, sendo o último país
da América Latina neste ranking.
Outros países
da região, inclusive, investem por aluno a mesma quantia ou até menos do que o
Brasil, mas tiveram resultados melhores em 2015.
O Chile, por exemplo, tem um
gasto semelhante ao brasileiro (US$ 40.670, ou seja, cerca de US$ 2 mil a mais
por ano) e obteve uma pontuação bem melhor (477 pontos) em Ciências.
Colômbia,
México e Uruguai também ficaram na frente do Brasil, apesar de terem tido um
menor custo médio por aluno.
"O
desempenho dos alunos no Brasil está abaixo da média dos alunos em países da
OCDE nas três áreas. Aumentos no investimento em educação precisam agora ser
convertidos em melhores resultados na aprendizagem dos alunos", afirma o
relatório do Pisa.
Mas o que o
Brasil precisa fazer para sair da estagnação e evitar ficar abaixo inclusive de
países que investem menos por aluno?
Os especialistas ouvidos pela BBC
Brasil apontam algumas possíveis soluções:
Investir mais,
com complemento da União se necessário;
Valorizar o
professor, tornando a carreira mais atrativa;
Rever a
maneira como as disciplinas são ensinadas.
Para Claudia Costin, diretora global de
Educação do Banco Mundial, avanço depende de valorização do professor
Foco no professor
Para a
diretora global de Educação do Banco Mundial, Claudia Costin, que dá aulas na
prestigiada Universidade de Harvard, nos Estados Unidos (e foi secretária
municipal de Educação do Rio de Janeiro), todos os caminhos de avanço passam
pela valorização do professor.
"Deveríamos
nos inspirar no que a Finlândia fez há 35 anos, quando estava patinando na
educação apesar dos esforços: tornar o curso de professores profissionalizante.
Hoje no Brasil, a nossa faculdade (de Pedagogia) é excessivamente centrada nos
fundamentos, como Sociologia e História da Educação, e muito pouco em como você
ensina na prática."
Mais investimentos
Para Maria
Rehder, coordenadora de Projetos da Campanha Nacional pelo Direito à Educação
(que reúne organizações da sociedade civil em prol da promoção da qualidade do
ensino), embora tenha crescido entre as duas avaliações do Pisa, o investimento
brasileiro em educação ainda é "muito insuficiente".
Além de
ressaltar o fato de que o Brasil direciona menos da metade do que a média dos
países da OCDE, a especialista cita outra comparação sobre por que o governo
precisa investir mais dinheiro na educação.
"A maior
nota do Enem em São Paulo em 2011 foi do colégio Objetivo Integrado, que não é
dos mais caros da rede privada. A mensalidade era de R$ 1.800. No mesmo ano, o
valor repassado pelo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação
Básica) foi inferior a R$ 240 mensal por aluno", diz.
"Então
como dizer que dinheiro não faz diferença? A Coreia do Sul, sempre citada como
exemplo de qualidade, gasta, por aluno, três vezes mais que o Brasil; a
Finlândia, quatro vezes mais."
Assim como a
diretora do Banco Mundial, Maria também se mostrou preocupada com as
consequências da PEC 55.
"É
preciso manter um patamar mínimo de investimento. Se a arrecadação não for
suficiente, a União tem de complementar, seja com royalties do petróleo, com
taxação a grandes fortunas."
Menos decoreba e mais raciocínio
"É
preciso rever o que ensinamos, especialmente no Fundamental II (6º ao 9º ano),
com uma reforma para termos menos disciplinas e para ensinar o aluno a
pensar", a professora de Harvard Claudia Costin, diretora global de Educação
do Banco Mundial e ex-secretária municipal de Educação do Rio.
"Pensar
matematicamente, por exemplo, que é muito mais do que ensinar um algoritmo e
fazer 40 exercícios iguais. É raciocinar e aplicar os conceitos - de Ciências,
por exemplo - em problemas do dia a dia."
Nas três
disciplinas, os alunos brasileiros se saíram melhor em questões que envolviam a
explicação de conceitos, mas foram mal em questões mais elaboradas, sobre a
aplicação prática deles, ou nas que exigiam interpretação de informação e
relacionar dados.
Fonte:
http://www.bbc.com/portuguese/internacional-38205956
– Acessado em: 06/12/2016.
quinta-feira, 14 de julho de 2016
Educação básica ruim joga Brasil no grupo dos 'lanternas' em ranking de capital humano
A má qualidade da educação de base jogou o Brasil para baixo na nova edição do "Relatório Sobre o Capital Humano", estudo do Fórum Econômico Mundial sobre o êxito dos países em preparar sua gente para criar valor econômico.
O Brasil ficou em 83º lugar entre 130 países. Dono da oitava maior economia do mundo, pontuou menos que países da América Latina e Caribe de menor desenvolvimento relativo, como Uruguai (60º), Costa Rica (62º), Bolívia (77º) e Paraguai (82º). Cuba, na 36ª posição, lidera na região.
Calculado desde 2013, o chamado Índice de Capital Humano compara 130 países e uso do potencial de capital humano.
Sintetiza indicadores de ensino, capacitação e emprego disponíveis a cinco grupos etários diferentes (menos de 15 anos a mais de 65 anos), como qualidade de escolas primárias, taxa de desemprego e treinamento no trabalho.
Para o Fórum Econômico Mundial, o capital humano de um país "pode ser um determinante mais importante para seu sucesso econômico de longo prazo do que virtualmente qualquer outro recurso". Isso se explica, diz a organização, pelo seu papel chave na produtividade, mas também no funcionamento das instituições políticas, sociais e cívicas das nações.
Índice de Capital Humano 2016
Ensino, capacitação e emprego em 130 países pelo mundo
· 1 Finlândia - 85.86
· 2 Noruega - 84.64
· 3 Suíça - 84.61
· 4 Japão - 83.44
· 5 Suécia - 83.29
Fórum Econômico Mundial
O índice de 2016 continuou a ser dominado por pequenas nações europeias, sobretudo países nórdicos e do chamado Benelux, como Bélgica e Holanda.
A Finlândia foi a líder do ranking que mede como os países constroem e mantêm seu potencial de capital humano. O país se beneficia de uma população jovem bem educada, da melhor educação primária e da maior taxa de ensino superior completo na faixa de 25 a 54 anos. Noruega e Suíça completaram o top 3.
Resultado brasileiro
Maior economia da América Latina e do Caribe, o Brasil ficou abaixo da média da região, com uma pontuação de 64.51 - o que significa que mais de 35% do capital humano do país continua subdesenvolvido.
Quem puxou o desempenho do país para baixo foi o preparo dos jovens de 0 a 14 anos, o 100º entre 130 países. Pesaram nesse sentido a chamada "taxa de sobrevivência em educação básica", a capacidade de o aluno sair bem preparado do ciclo primário de ensino (98º lugar), e a qualidade da educação primária (118º lugar).
Outro ponto negativo foi a percepção de empresários sobre a disponibilidade de mão de obra qualificada (114º lugar). O país teve melhor resultado em capacitação no emprego e taxa de ocupação para o grupo etário de 25 a 54 anos.
Índice de Capital Humano 2016 - América Latina e Caribe
· 1 Cuba - 36ª posição geral
· 2 Chile - 51ª posição geral
· 3 Panamá - 52ª posição geral
· 4 Equador - 53ª posição geral
· 5 Argentina - 56ª posição geral
Fórum Econômico Mundial
Os 24 países da América Latina/Caribe listados no estudo ficaram no meio do ranking, com uma pontuação média de 66.95, logo atrás da região do leste da Ásia e Pacífico. A diferença entre os países com melhor e pior desempenho da região é a mais baixa de todas - Chile (51º lugar) e Argentina (56º lugar), por exemplo, tiveram as mesmas qualidades e fraquezas.
"Em contraste, o Brasil acabou de alguma maneira atrás da média regional", diz o relatório. Como a África do Sul (88º lugar no ranking), o Brasil apresentou uma pequena diferença entre os níveis de aprendizado de pessoas com menos e mais de 25 anos - o que mostra ausência de melhora na educação entre gerações, aponta o texto.
Segundo o Fórum Econômico Mundial, aprimorar o capital humano é essencial diante de uma nova onda de inovação tecnológica - a chamada Quarta Revolução Industrial - que irá trazer grandes mudanças radiciais à indústria e ao mercado de trabalho nas próximas décadas.
A organização destaca que 25 mil pessoas irão entrar no mercado de trabalho por dia no mundo em desenvolvimento até 2020, e mais de 200 milhões de pessoas continuam sem emprego no planeta hoje. Ao mesmo tempo, estima-se para a próxima década um deficit de 50 milhões de trabalhadores de alta capacitação.
Ao identificar que cerca de 35% do capital humano global ainda não tem um tratamento digno, o relatório lembra que muitos sistemas educacionais pelo mundo estão desconectados das capacidades necessárias aos mercados de trabalho.
"Enquanto os sistemas de educação atuais buscam desenvolver qualidades cognitivas, qualidades não-cognitivas que se relacionam com a capacidade das pessoas de colaborar, inovar, autodirigir-se e resolver problemas são cada vez mais importantes", diz o relatório.
Nesse sentido, diz a organização, haverá desafios para todos: legisladores terão que desenvolver regras ágeis de governança para lidar com o crescente mercado de trabalho digital, governos deverão cumprir a promessa de usar tecnologia na educação e capacitação permanente e empresas precisarão repensar a atitude de ser apenas "consumidores" da mão de obra, atuando também cada vez mais em formação.
FONTE
http://www.bbc.com/portuguese/brasil-36660930 - Acessado em: 07/2017.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
PISA 2014 - Resultado
Brasil fica entre os piores colocados em teste de raciocínio do PISA
O país ficou em 38º lugar em um ranking que inclui 44 nações
A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou nesta terça-feira (1º) o resultado do Pisa, programa internacional de avaliação de estudantes, que mediu pela primeira vez o conhecimento de alunos de todo o mundo na resolução de problemas matemáticos aplicados ao cotidiano. O Brasil ficou em 38º lugar – em um levantamento que inclui 44 países.
O País só está atrás da Malásia, Emirados Árabes Unidos, Montenegro, Uruguai, Bulgária e Colômbia. O topo da lista é liderado por nações asiáticas: Singapura em primeiro lugar, seguida de Coreia, Japão e China.
A pontuação média do Brasil ficou em 428 pontos. Já Cingapura atingiu 562 pontos. Mais de 40% dos estudantes brasileiros que participaram da avaliação alcançaram os níveis 1 e 2 de conhecimento (os mais baixos). Apenas 1,8% dos alunos atingiram os níveis mais altos (5 e 6), com capacidade de resolução de problemas matemáticos mais complexos. Entre os estrangeiros, 11% conseguiram resolver as questões complexas.
O Pisa é aplicado a cada três anos para alunos com idade de 15 anos, o que compreende à educação básica. O exame é tradicional por avaliar conhecimentos de matemática, leitura e ciências. As habilidades consideradas não cognitivas foram avaliadas pela primeira vez na prova de 2012, com resultado divulgado hoje.
Nos dados das três provas tradicionais, divulgado em dezembro do ano passado, o Brasil alcançou a 58º posição, de um total de 65 países avaliados.
Veja o ranking completo:
1º
|
Cingapura
|
562 pontos
|
2º
|
Coreia do Sul
|
561
|
3º
|
Japão
|
552
|
4º
|
China/Macau
|
540
|
5º
|
China/Hong Kong
|
540
|
6º
|
China/Xangai
|
536
|
7º
|
China/Taipé
|
534
|
8º
|
Canadá
|
526
|
9º
|
Austrália
|
523
|
10º
|
Finlândia
|
523
|
11º
|
Reino Unido
|
517
|
12º
|
Estônia
|
515
|
13º
|
França
|
511
|
14º
|
Holanda
|
511
|
15º
|
Itália
|
510
|
16º
|
República Checa
|
509
|
17º
|
Alemanha
|
509
|
18º
|
Estados Unidos
|
508
|
19º
|
Bélgica
|
508
|
20º
|
Áustria
|
506
|
21º
|
Noruega
|
503
|
22º
|
Irlanda
|
498
|
23º
|
Dinamarca
|
497
|
24º
|
Portugal
|
494
|
25º
|
Suécia
|
491
|
26º
|
Rússia
|
489
|
27º
|
Eslováquia
|
483
|
28º
|
Polônia
|
481
|
29º
|
Espanha
|
477
|
30º
|
Eslovênia
|
476
|
31º
|
Sérvia
|
473
|
32º
|
Croácia
|
466
|
33º
|
Hungria
|
459
|
34º
|
Turquia
|
454
|
35º
|
Israel
|
454
|
36º
|
Chile
|
448
|
37º
|
Chipre
|
445
|
38º
|
Brasil
|
428
|
39º
|
Malásia
|
422
|
40º
|
Emirados Árabes
|
411
|
41º
|
Montenegro
|
407
|
42º
|
Uruguai
|
403
|
43º
|
Bulgária
|
402
|
44º
|
Colômbia
|
399
|
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